Saturday, 30 April 2011

Aquisições de Abril

No início do ano prometi a mim mesma comprar dois a três livros por mês. Contudo é muito mais fácil dizer do que fazer, quando se é uma amante fervorosa da leitura. Por mais que tente resistir há sempre um livro que chama por mim e não consigo resistir à tentação. E é tão difícil passar por uma livraria sem colocar o pezinho lá dentro!!! 

Portanto, aqui estão os livrinhos que chegaram à minha biblioteca este mês:


- "O Protector", Madeline Hunter;

- "Crepúsculo Em Oslo" , Anne Holt (Obrigado Wook  pelo vale de 5 euros);

- "Teias De Sonhos", Anne Bishop (Estou completamente rendida à escrita de Anne Bishop e à sua dark fantasy, mas ainda vai levar algum tempo a conseguir todas as obras da escritora publicadas em Portugal);

- "A Rapariga do Capuz Vermelho", Sarah Blackley-Carwright, David Lesley Johnson [Opinião];

- "Feitiços", Aprilynne Pike;

- "Jane Eyre" ,  Charlotte Brontë (para além de ter  custado apenas 5 euros, tem uma capa lindíssima).


Friday, 29 April 2011

"A Rapariga do Capuz Vermelho", Sarah Blackley-Carwright e David Lesley Johnson

"ACREDITA NA LENDA. CUIDADO COM O LOBO."
"Uma lenda arrepiante. Uma amor invencível."
"QUEM TEM MEDO DO LOBO?"

Título Original: Red Riding Hood (2011)
Autores: Sarah Blackley-Carwright, David Lesley Johnson
Editora: Editora Objectiva
Nº Páginas: 240
ISBN: 978-989-672-078-0
Género: Literatura Fantástica 

Sinopse: "O coração de Valerie está dividido. Os pais querem que ela case com Henry, o filho do ferreiro, um rapaz gentil. Mas Valerie está apaixonada por Peter, um jovem lenhador de espírito independente e misterioso. O mundo está contra eles, mas os dois jovens apaixonados não imaginam viver um sem o outro e estão dispostos a lutar por isso.
Tudo muda quando a irmã mais velha de Valerie aparece morta. Suspeita-se do Lobo, uma criatura temível que assombra a floresta em redor da aldeia. É com horror que os habitantes da aldeia descobrem que durante o dia o Lobo assume forma humana e pode ser qualquer um deles. O perigo está à espreita e ninguém está a salvo.
As vítimas do Lobo não param de aumentar e Valerie começa a suspeitar que o Lobo pode ser uma pessoa muito próxima de si. Ela é a única que consegue ouvir a voz da criatura. E a mensagem do Lobo é muito clara: se Valerie não se render antes de a lua de sangue desaparecer do céu, todos os que ela ama morrerão."

Opinião: Valerie é uma jovem rapariga que vê o seu Mundo ruir com a chegada da Lua de Sangue. Nesse dia reencontra Peter, um velho amigo de infância porque quem ainda nutre sentimentos correspondidos pelo jovem lenhador. Ambos fazem planos para fugir juntos, afastando Valeria de um casamento indesejado com Henry. Contudo os  planos dos jovens mudam quando ouvem o sino soar quatro vezes. Valerie descobre que Lucie, a sua doce irmã, foi a vítima do Lobo. Uma onda de medo instala-se na pequena aldeia e a chegada do padre Solomon   planta a semente da desconfiança, quando anuncia que o Lobo pode ser qualquer um dos habitantes.     

Escrito por Sarah Blackley-Cartwright e baseado no argumento de David Lesley Jonhson, este deve ser o primeiro livro que li baseado no argumento de um filme. Na maioria da vezes os argumentos são baseados nestes nossos grandes amiguinhos, e não o contrário.   

Ainda não vi o filme - portanto não posso dizer o quão fiel a escritora foi  -, mas rendi-me a esta história reinventada do Capuchinho Vermelho e mal posso esperar pela oportunidade de ir ao cinema saber se o livro faz justiça à versão cinematográfica. 

Foi uma leitura arrebatadora até ao último capítulo - foram tantas reviravoltas e os segredos desvendandos ao longo das páginas!!!! Apenas no último capítulo descobrimos quem é o Lobo - e mais não escrevo para não partilhar spoilers e arruinar a surpresa.  

Apenas houve um senão. Eu sei que o filme ainda não havia estreado no grande ecrã quando conclui a leitura, mas não havia necessidade de publicar o último capítulo na internet e fazer-nos esperar quase uma semana para saber o final. E além da "longa" espera e da expectativa, achei que o último capítulo dexou algo algo a desejar.  O final foi algo "bittersweet". Para mim devia ter sido um pouco mais rebuscado. Contudo não deixo de recomendar a sua leitura.

Sunday, 17 April 2011

"You Should Date An Illiterate Girl", Charles Warnke

Lembro-me de ler num blog "Date A Girl Who Reads" - peço imensa desculpa por não me recordar em qual.  Decidida a ler o artigo outra vez, decidi procura-lo na internet e qual foi a minha surpresa quando encontrei "You Should Date An Illiterate Girl" por Charles Warnke. Li e reli e no final conclui que o devia partilhar para saber a vossa opinião.

You Should Date An Illiterate Girl
By Charles Warnke
January 19, 2011

"Date a girl who doesn’t read. Find her in the weary squalor of a Midwestern bar. Find her in the smoke, drunken sweat, and varicolored light of an upscale nightclub. Wherever you find her, find her smiling. Make sure that it lingers when the people that are talking to her look away. Engage her with unsentimental trivialities. Use pick-up lines and laugh inwardly. Take her outside when the night overstays its welcome. Ignore the palpable weight of fatigue. Kiss her in the rain under the weak glow of a streetlamp because you’ve seen it in film. Remark at its lack of significance. Take her to your apartment. Dispatch with making love. Fuck her.

Let the anxious contract you’ve unwittingly written evolve slowly and uncomfortably into a relationship. Find shared interests and common ground like sushi, and folk music. Build an impenetrable bastion upon that ground. Make it sacred. Retreat into it every time the air gets stale, or the evenings get long. Talk about nothing of significance. Do little thinking. Let the months pass unnoticed. Ask her to move in. Let her decorate. Get into fights about inconsequential things like how the fucking shower curtain needs to be closed so that it doesn’t fucking collect mold. Let a year pass unnoticed. Begin to notice.

Figure that you should probably get married because you will have wasted a lot of time otherwise. Take her to dinner on the forty-fifth floor at a restaurant far beyond your means. Make sure there is a beautiful view of the city. Sheepishly ask a waiter to bring her a glass of champagne with a modest ring in it. When she notices, propose to her with all of the enthusiasm and sincerity you can muster. Do not be overly concerned if you feel your heart leap through a pane of sheet glass. For that matter, do not be overly concerned if you cannot feel it at all. If there is applause, let it stagnate. If she cries, smile as if you’ve never been happier. If she doesn’t, smile all the same.

Let the years pass unnoticed. Get a career, not a job. Buy a house. Have two striking children. Try to raise them well. Fail, frequently. Lapse into a bored indifference. Lapse into an indifferent sadness. Have a mid-life crisis. Grow old. Wonder at your lack of achievement. Feel sometimes contented, but mostly vacant and ethereal. Feel, during walks, as if you might never return, or as if you might blow away on the wind. Contract a terminal illness. Die, but only after you observe that the girl who didn’t read never made your heart oscillate with any significant passion, that no one will write the story of your lives, and that she will die, too, with only a mild and tempered regret that nothing ever came of her capacity to love.

Do those things, god damnit, because nothing sucks worse than a girl who reads. Do it, I say, because a life in purgatory is better than a life in hell. Do it, because a girl who reads possesses a vocabulary that can describe that amorphous discontent as a life unfulfilled—a vocabulary that parses the innate beauty of the world and makes it an accessible necessity instead of an alien wonder. A girl who reads lays claim to a vocabulary that distinguishes between the specious and soulless rhetoric of someone who cannot love her, and the inarticulate desperation of someone who loves her too much. A vocabulary, god damnit, that makes my vacuous sophistry a cheap trick.

Do it, because a girl who reads understands syntax. Literature has taught her that moments of tenderness come in sporadic but knowable intervals. A girl who reads knows that life is not planar; she knows, and rightly demands, that the ebb comes along with the flow of disappointment. A girl who has read up on her syntax senses the irregular pauses—the hesitation of breath—endemic to a lie. A girl who reads perceives the difference between a parenthetical moment of anger and the entrenched habits of someone whose bitter cynicism will run on, run on well past any point of reason, or purpose, run on far after she has packed a suitcase and said a reluctant goodbye and she has decided that I am an ellipsis and not a period and run on and run on. Syntax that knows the rhythm and cadence of a life well lived.

Date a girl who doesn’t read because the girl who reads knows the importance of plot. She can trace out the demarcations of a prologue and the sharp ridges of a climax. She feels them in her skin. The girl who reads will be patient with an intermission and expedite a denouement. But of all things, the girl who reads knows most the ineluctable significance of an end. She is comfortable with them. She has bid farewell to a thousand heroes with only a twinge of sadness.

Don’t date a girl who reads because girls who read are the storytellers. You with the Joyce, you with the Nabokov, you with the Woolf. You there in the library, on the platform of the metro, you in the corner of the café, you in the window of your room. You, who make my life so god damned difficult. The girl who reads has spun out the account of her life and it is bursting with meaning. She insists that her narratives are rich, her supporting cast colorful, and her typeface bold. You, the girl who reads, make me want to be everything that I am not. But I am weak and I will fail you, because you have dreamed, properly, of someone who is better than I am. You will not accept the life that I told of at the beginning of this piece. You will accept nothing less than passion, and perfection, and a life worthy of being storied. So out with you, girl who reads. Take the next southbound train and take your Hemingway with you. I hate you. I really, really, really hate you."

Friday, 15 April 2011

Aquisições de Março [2]

Aqui estão os restantes livrinhos adquiridos em Março pela Wook - era impossível resistir aos descontos -, mas apenas chegaram à minha biblioteca esta semana. Algum do vosso agrado?


- "Os Elos do Dragão", Paul Collins;
- "O Alquimista", Michael Scott;
- "Rainha das Trevas", Anne Bishop;
- "Sombras e Fortalezas", Elizabeth Chadwick;
- "O Crepúsculo de Avalon", Anne Elliot;
- "A Cidade dos Osso", Cassandra Clare;
- "O Fantasma da Ópera", Gaston Leroux;
- "Louca Por Compras", Sophie Kinsella.

Tuesday, 5 April 2011

"A Rapariga do Capuz Vermelho" - Trailer



No dia 14 de Abril chega aos cinemas "A Rapariga do Capuz Vermelho" assim como o último capítulo do livro adaptado por Sarah Blackley-Cartwright através do argumento de David Lesley Jonhson.

"A Corte do Ar", Stephen Hunt

"Dois orfãos em fuga, cada um com o poder para salvar o Mundo."
Título Original: The Court of the Air (2007)
Autor: Stephen Hunt
Editora: Saída de Emergência 
Nº Páginas: 507
ISBN: 978-989-637-293-4
Género: Steampunk Vitoriano

Sinopse: "Quando a órfã Molly Templar testemunha um assassinato brutal no bordel onde foi colocada como aprendiz, o seu primeiro instinto é o de correr de volta para o orfanato onde cresceu. Ao chegar e encontrar todos os amigos mortos, apercebe-se de que era ela o verdadeiro alvo do ataque... pois o sangue de Molly contém um segredo que a torna um alvo a abater para os inimigos do Estado. Oliver Brooks levava uma existência tranquila na casa do tio, mas quando é acusado da morte do seu único familiar é forçado a fugir para salvar a vida, acompanhado por um misterioso agente da Corte do Ar. Perseguido pelo país, Oliver vê-se na companhia de ladrões, foras-da-lei e espiões, e aprende mais sobre o segredo que destruiu a sua vida. É então que Molly e Oliver são confrontados com uma ameaça à própria civilização por um poder antigo que se julgava derrotado há milénios. Os seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois órfãos terão a ajuda de um formidável grupo de amigos nesta aventura cheia de acção, drama e intriga."

Opinião: Molly Templar é uma orfã que após ser despedida de mais outro emprego é comprada e enviada para um bordel como aprendiz. Neste local, Molly assiste a um brutal assassinato e escapa antes de se tornar a próxima vítima do velho aristocrata. Sem saber para onde ir, na  fuga pela sua vida, Molly volta ao orfanato onde cresceu apenas para ser confrontada com mais uma cenário sinistro: as crianças com quem havia crescido haviam desaparecido e uma das suas amigas mais próximas fora assassinada. Com o assassino no seu encalço Molly pede ajuda a um vaporomem, Rodas Lentas, que a acompanha na fuga para Sinistrasperança à procura de segurança - mas apenas descobre que a sua cabeça está a prémio devido ao sangue que lhe corre nas veias e nunca estará segura. 

Oliver Brooks vive em Cem Cadeados na pensão do seu tio - o seu único familiar vivo. Por ter passado uma parte da sua infância em Brumaencantada, Olive não vive como os rapazes da sua idade: todas as semanas tem de se apresentar a um cantor-mundo para mostrar que não apresenta sinais de pertencer à raça dos encantados. Tudo muda na sua monótona vida quando Harry Stave - um bom amigo do homem que criou Oliver - chega à pensão de "Setenta Estrelas". Pouco tempo após a chegada, o tio do orfão é assassinado e este é culpado pelo crime. Para salvar a vida, Oliver parte com Stave, um agente da Corte do Ar, e inicia a aventura da sua vida - descobrindo o segredo que virou a sua vida ao contrário, quando era apenas uma criança. 

Foi a minha primeira experiência com uma obra do género Steampunk Vitoriano, tal como foi a primeira vez que li algo de Stephen Hunt. Com toda a sinceridade digo que Stephen Hunt é um escritor a seguir - mesmo que tenha demorado cerca de 24 dias a ler "A Corte do Ar". Com tantos termos e criaturas demorei um bocado a "arrancar", mas depois de me habituar a termos como "vaporomens", "Damson", às demais facções políticas existentes e nomes de metadeuses, a leitura tornou-se fluída e fácil de compreender.  

O mundo de Stephen Hunt é uma delícia. É um Mundo recheado de tantas personagens e histórias que me questionei como  foi que o escritor conseguiu desenvolvê-las a todas em tão poucas páginas. E claro, conseguimos criar uma ligação com elas e a cada página que se segue perguntamo-nos pelo seu futuro.

O único aspecto negativo deste livro é mesmo a tradução - para mim contêm alguns erros. Se calhar a minha próxima leitura será um livrinho sobre as alterações que irão surgir com a chegada deste acordo ortográfico sem pés nem cabeça. 

Espero com muita expectativa a próxima entrega de Stephen Hunt e do seu Steampunk vitoriano. "A Corte do Ar" é um livro que recomendo a todos os amantes de Literatura Fantástica.